32, e agora?

Birthday girl! Por um aniversário em quarentena é que eu não estava à espera. Nunca, em nenhuma das infinitas possibilidades de aniversários que uma pessoa pode ter. Contudo, é a realidade que hoje me é apresentada.

Estou de quarentena e a vida está ‘on hold’. O que fazer? Como planear um novo ano? Como levar o barco para a frente? Não sei. Tenho pensado muito nisso, e não cheguei a conclusão absolutamente nenhuma.

Quando me perguntam como é passar dos 30, a minha resposta é sempre a mesma, desde que bati essa meta (os 30). Sinto que é a melhor década para estarmos vivos. Temos a maturidade que não tínhamos com 20 (embora achássemos que éramos os donos da porra toda) e continuamos a ter a vida toda pela frente. Acho que não demoramos muito a tomar decisões, contudo começam a deixar de ser decisões tomadas por impulso. Continuamos a querer mais, continuamos a querer conquistar o mundo.

Eu desejo muito que esta década seja uma das mais importantes de toda a minha vida. Nos 30 fiz a viagem que mais queria – Nova Iorque. Nos 31 tomei decisões importantes. Nos 32 quero apenas ser uma pessoa melhor. Para mim, para poder inspirar outros.

Sei que tenho imensas qualidades, e sinto que não estou a explorar todo o meu potencial. Penso demais. Planeio muito mais do que aquilo que faço. Fico presa nas opiniões alheias. Volto a pensar demais. E vivo muito nesta bola de neve que me aprisiona e não me deixa ser o meu eu mais verdadeiro. Mais livre. Mais pleno.

Eu sei que não sou a típica pessoa de 32 anos. As pessoas questionam o facto de eu não amar o típico horário das 9/5, questionam porque continuo solteira, questionam porque não planeio filhos… questionam, questionam e continuam a questionar. Acho que quando o fazem, não fazem por mal, mas não percebem que há coisas que não se escolhem e não se impõem. Não gosto do típico trabalho das 9/5 porque sou uma pessoa criativa e sei que só poderei atingir o meu potencial mais elevado se tiver condições para isso. E só atingindo o meu máximo potencial é que poderei servir o próximo da melhor forma. Ser solteira ou não ser, não é uma questão que dependa exclusivamente de mim. São precisos 2 para dançar o tango. Além disso considero-me uma pessoa completa e recuso-me a ficar com alguém com medo de ficar sozinha. Não tenho medo absolutamente nenhum, e acho que uma pessoa entra na nossa vida no momento certo e vem para nos acrescentar. Esse momento chegará para mim também. E filhos, man! Filhos é a maior responsabilidade de uma vida, é um legado. É deixarmos de ser quem somos para nos renovarmos por completo enquanto pessoas. Esse momento também chegará, se assim estiver destinado.

Mas quer queira quer não, por muito bem resolvida que esteja com estas questões, é uma pressão enorme que vivo. E por vezes, como qualquer ser humano, vou-me abaixo e questiono tudo isto. E nesses dias questiono absolutamente tudo. Onde queria chegar e ainda não cheguei. Se estou a falhar redondamente. Se tomei as decisões certas até agora. Se deveria dar prioridade a estudar A ou B. Qual dos projetos devo lançar primeiro. Se sou demasiado dura comigo. Viver dentro da minha cabeça, é um lugar complexo para se viver.

No último ano tomei algumas decisões difíceis, mas que acredito que mudarão a minha vida para sempre. Este ano quero apenas viver mais fora da minha cabeça. Eu tenho um lema: o tempo vai passar de qualquer forma, por isso mais vale fazer algo já!

E o que vou fazer já, é continuar a trabalhar no meu desenvolvimento pessoal, como tenho vindo a fazer e que tanto me tem ajudado. Vou dizer mais vezes que não. Vou meter-me em primeiro lugar mais vezes. Vou dar-me um desconto mais vezes. E, depois de ter limpo o terreno todo, vou começar a colocar uma pedra de cada vez. Vou construir. A velocidade a que isso vai acontecer pouco me importa. Importa-me mesmo seguir o meu ritmo. A minha consistência. A minha dedicação. No fim de contas, a vida é minha, e sou eu que a vou viver até ao fim. E tudo se há-de alinhar à minha volta, de forma tão natural quanto a naturalidade com que vou viver estes 32.

É verdade que é um ano diferente. Mas não tem de ser menos mágico por isso.

32, sejam bem vindos! Estava mesmo à vossa espera!


5 thoughts on “32, e agora?

    1. Acho que sim, acho que só sendo gentis connosco mesmos, e tratando de nós com amor, é que vamos conseguir olhar para os outros com amor também. Temos de nos proporcionar esse carinho e amor para poder dar aos outros. Quanto às decisões, acho que decisões boas ou menos boas acrescentam a quem nós somos, como você diz, e levam-nos exatamente a onde é suposto estarmos, e essa é a beleza e a magia da vida 🙂

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