Oli Podcast T1.Ep.2 – A minha paixão pelas minhas pessoas!

Dividimo-los em três categorias, e habitam um só lugar – o nosso coração. São a família, os amigos e os animais de estimação. Vão chegando de forma imposta ou voluntária ao longo da vida e ajudam-nos a construirmos-nos enquanto pessoas. Uns ficam pelo caminho e perdemos o seu rasto. Outros vão e levam um pedaço do nosso coração, para sempre. E outros, os mais importantes, ficam. Ficam sempre. Ficam para sempre. É a estes últimos a quem dedico o episódio de hoje do Oli Podcast – às minhas pessoas!

Durante esta quarentena avancei com um projeto que tinha em gaveta desde o verão passado, o meu podcast. Uma conversa entre amigos, onde serão abordados os mais variados temas e onde todos estão convidados a participar. Através do Feedback e dos comentários, tentarei adaptar o conteúdo de cada episódio para que possa falar do que gosto e ir de encontro ao que vocês querem ouvir.

A primeira temporada, que contará com 10 episódios, tem como tema central “A minha paixão por…” . Em cada episódio falarei de algo que me apaixonada na vida, e que me eleva. Que faz de mim, a pessoa feliz que sou! Os episódios sairão sempre à terça-feira. Estão disponíveis no SoundCloud, Spotify e Podcast Apple. Todos terão sempre os links diretos aqui no blog, uma vez que todos os episódios serão acompanhados por um post no blog, além da divulgação nas redes sociais.

No segundo episódio – o primeiro foi o episódio piloto – desvendo a primeira das minhas paixões – as pessoas da minha vida. Falo um bocadinho sobre todos eles, a família, os amigos, e a minha Pudim, claro está!

A Pudim é a minha gata, e para mim conta como família. Tenho um respeito imenso pelos animais e acho que só vale a pena ter um animal de estimação se for para tratá-lo tal como tratamos qualquer elemento da nossa família. A Pudim vive comigo à quase dois anos. Não tive animais antes porque eu sempre fui uma pessoa que prefere cães. Mas ter cães requer uma atenção e tempo que eu não tenho, e não iria ter um cão ao qual não iria dar a atenção que ele precisaria. Não ia colocar o meu capricho de ter um animal, acima das necessidades do mesmo. A história da Pudim está no episódio, e acho que vale a pena ouvir.

Algumas notas sobre os animais de estimação, nas nossas vidas:

  • Ter um animal de estimação é uma grande responsabilidade enorme, e temos de ter consciência disso antes mesmo de os adotarmos. Não vão buscar um puppy se não tiverem espaço, porque ele vai crescer. Se não quiserem ninhadas de gatos e não os quiserem esterilizar, não vão buscar um gato.
  • Adotem – há tantos, mas tantos animais à espera de amor. Para quê comprar, quando podemos resgatá-los?
  • Animal de estimação é família, e deve ser tratado como tal. Comida de qualidade, lugar de qualidade para dormir, idas ao médico e muito, muito amor.
  • Se não tiverem a certeza que podem ter um animal, não tenham. Porque há poucas coisas mais tristes do que abandonar alguém que nunca nos deu outra coisa se não amor.

As famílias são complicadas. É muita gente que quer atenção e destaque. É muita gente a querer ter razão. É muita gente a querer amor. É muita necessidade humana junta. E nossa, como o ser humano é tão simples e tão complicado ao mesmo tempo. Falando da paixão pelas minhas pessoas, a família não ficaria de fora, como é óbvio. A minha é bem típica, dávamos um filme porque… pessoas, é um festival todos os dias naquela casa!

Com a família aprendemos muito. Aprendemos as primeiras regras de viver em sociedade, aprendemos os valores base da nossa formação enquanto pessoas. Aprendemos a fazer escolhas. E conforme vamos desenvolvendo a nossa personalidade, damos o cunho final. Mas é inegável pensar que a nossa família não tem mão no que toca à nossa construção enquanto pessoas.

Crescer com ‘muitos’ irmãos é uma aventura e uma mala cheia de histórias por contar. Oiçam o podcast. Uma salva de palmas aos meus pais que sobreviveram e hoje estão mais descansados. Ou não. Acho que coração de mãe e de pai nunca descansa verdadeiramente. Ao menos somos todos adultos e não nos ouvem berrar de manhã à noite todos os dias.

Sabem que eu e os meus irmãos tínhamos uma mania que era: “vamos irritar a mãe” (ideia de m*rda, claro está) e iam, as alminhas todas casa fora, berra “mãe, mãe, mãe” o maior número de vezes possível até ela nos ralhar. Nesses momentos precisávamos de alguma coisa específica? Absolutamente nada! Mas hoje lembrado-nos disso a rir.

Algumas notas sobre a família:

  • A família é-nos imposta. Não escolhemos a família em que nascemos. Mas isso não significa, de todo, que estejamos condenados à vida.
  • A família é composta por seres humanos, e o ser humano é uma brilhante invenção deste mundo. É caótico, é uma desordem maravilhosamente ordenada. É impossível compreendermos, termos empatia, gostarmos de todos exatamente da mesma maneira. E isso, não tem mal absolutamente nenhum.
  • As relações constroem-se. Tal como numa relação de amizade. Ser do mesmo sangue não é uma vantagem, à partida, para ninguém. As relações têm de ser construídas, como qualquer outra relação. E têm de ser trabalhadas, todos os dias. Em todos os momentos da nossa vida.
  • A família torna-nos mais vulneráveis. O amor que temos é tão grande, que perdoamos mais facilmente e somos muito mais tolerantes. Isso é saber viver em família. Mas isso não substitui o respeito, o amor, a compreensão. Como em todas as relações, esses valores têm de ser bilaterais. Não há nada, nunca, que justifique a violência – doméstica ou física. Porque ninguém é mais do que ninguém.

A família tem uma parte construída por nós – os nossos amigos. Para mim a amizade é o sentimento mais bonito do mundo. É totalmente livre. As pessoas estão porque querem estar, porque querem fazer parte da tua vida, da tua história. É um sentimento altruísta. E são uma parte fundamental da nossa curta passagem pela terra. No decorrer normal da vida, a família espalha-se, os país envelhecem, os irmãos iniciam as suas famílias, os filhos um dia deixam-nos e fazem uma bonita extensão da nossa família, os amigos ficam. Sempre. Não ficam todos. O círculo encurta conforme a vida avança. São aquele núcleo firme, com quem temos intenção de contar histórias até aos 90 anos. Aos que não ficam até ao fim, é-nos permitido também amá-los. Porque a amizade não tem correntes. Não amarra ninguém. É livre. É um poema. É bonita.

Algumas notas sobre a amizade:

  • Amizade que cobra tempo, cobra presença, cobra tudo – não é amizade. E não há justificação para este comportamento. É egocentrismo mascarado de amizade.
  • A amizade é leal, é empática, é amor puro, é compreensão. Se não for assim – não é amizade.
  • Ser amigo é estar lá, mas compreender que cada um atravessa a sua jornada, e por vezes na ausência as pessoas estão lá na mesma.
  • Ser amigo é compreender que somos todos diferentes e que todos temos maneiras diferentes de demonstrar o nosso amor, as nossas opiniões. É ler nas entrelinhas se aquela pessoa nos disse algo porque nos quer bem, ou porque apenas se quer bem a si mesma.
  • Ser amigo é respeitar, mas não se deixar ser atropelado.
  • Ser amigo é perceber que o tempo é relativo. Há amizades que vêm da infância e que não vão durar, não vão ficar. E há amizades que iniciaram à um mês e nos vão transformar a vida de forma absoluta.
  • Ser amigo é perceber que estamos em constante evolução e que por isso a dada altura da vida a nossa vida pode-se não encaixar com a vida de outro amigo. E não os amamos menos por isso. Apenas estamos em estágios diferentes da vida.

A vida é muito mais bonita quando partilhada. E isso faz-me ser eternamente grata por todas as pessoas que me querem bem. A quem eu quero o melhor do mundo. Sou grata por cada uma delas. E sou grata a todas aquelas por quem tenho um carinho especial, mas que a vida foi afastando naturalmente. E sou grata a todas aquelas que me moldaram de alguma forma mas que, graças a Deus, a vida levou para sempre.

Obrigada, a todos ❤


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